Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

A Poplar and the Moon


There stood a Poplar, tall and straight;
The fair, round Moon, uprisen late,
Made the long shadow on the grass
A ghostly bridge ’twixt heaven and me.
But May, with slumbrous nights, must pass;
And blustering winds will strip the tree.
And I’ve no magic to express
The moment of that loveliness;
So from these words you’ll never guess
The stars and lilies I could see.

Siegfried Sassoon (1886 - 1967)

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Só isto

Blackstonia perfoliata (L.) Huds.

Entre a raiz e a flor há o tempo
Carlos Drummond de Andrade

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Ian Hamilton Finlay


“Some gardens are described as retreats, when they are really attacks,” 

Domingo, 19 de Maio de 2013

Crinkle crankle walls

As "paredes serpentina" comuns em algumas regiões de Inglaterra são feitas desta forma para, e agora espantem-se, poupar material de construção (tijolo neste caso). Porque esta forma permite a construção de grandes paredes com apenas um tijolo de espessura. Eu já tinha percebido isto quando estes muros foram construídos, mas agora estou em pulgas para construir uma Crinkle crankle em tijolo.

Sábado, 18 de Maio de 2013

Uma, até agora, desconhecida



Blackstonia perfoliata (L.) Huds.

O nome desta planta imortaliza o Inglês John Blackstone (1712 – 1753), farmacêutico apaixonado pela botânica que dedicou grande parte da sua vida à recolha e estudo das mais raras e desconhecidas plantas espontâneas em Inglaterra.

Por cá esta Gencianácea é conhecida por Centáurea-pequena-de-pouca-folha ou Centaurea-menor-perfolhada. A flor raramente é vista aberta porque só o faz quando lhe apetece e está ao sol, há quem diga que se recolhe até quando passa uma nuvem. Não é, definitivamente, uma flor com vontade de ficar famosa e eu admiro-a também por isso.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Há dias de sorte


Tuberaria guttata 

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Agora é que é

Os Jacarandás começam a florir.
(espero que não se constipem)

E este texto de 2007 é tão actual que até chateia. Valham-nos eles, pois então!

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

A Faia-rubra num dia ventoso


Fagus sylvatica purpurea
(1) (2)

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Uma dúvida talvez ingénua

Porque raio é que há tanta gente determinada em desacreditar e ridicularizar aqueles que tentam defender as árvores pela simples razão de gostarem delas?


Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

FIM


E acaba assim a história da Nogueira-negra da minha janela. É uma história com muita indiferença, mentira, traições e algumas opiniões... Amanhã já ninguém se lembrará dela e o sol continuará a brilhar.

Domingo, 12 de Maio de 2013

Na zona 024

Este ano as Robínias estão a florir um mês mais tarde do que no ano passado e muito mais timidamente.

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Ver

C'est tellement difficile de regarder. On a l'habitude de penser, on réfléchit tout le temps, plus ou moins bien, mais on n'apprend pas aux gens de voir... Apprendre à regarder prend énormément de temps.

Henri Cartier Bresson

Há quem passe por elas sem as ver

 Simethis planifolia

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Há quem lhes chame daninhas


 Gladiolus illyricus

Inspirar


Jochen Hein . "Gras", Painting, acrylics on jute, 1998155 x 120 x 4 cm 

Da jardinagem subtractiva

(...)
Há muito que em Portugal, pelo menos nas maiores cidades, deixou de haver jardinagem em espaços públicos. Os recintos universitários não são alheios a esse mal: os (impropriamente denominados) jardins que rodeiam os edifícios são na verdade extensos relvados, com meia dúzia de árvores proibidas de crescer plantadas aqui e ali com manifesta relutância. Em vez de jardineiros, há empresas de manutenção de espaços verdes que vêm aparar a relva duas vezes por mês e, uma vez por ano, podar as árvores para as fazer regressar às dimensões que tinham um ano atrás. É uma "jardinagem" toda subtractiva: poda, arranca, limpa, apara; nunca acrescenta uma flor, um arbusto, um canteiro. Para quê pagar um serviço tão triste, tão destrutivo e tão desqualificado? Se não há jardins nem gosto em mantê-los, então o orçamento em jardinagem deveria ser próximo de zero. Para evitar que o relvado se transformasse num mato eriçado, bastaria cortá-lo quatro ou cinco vezes por ano. Além da poupança orçamental, ganhar-se-ia um jardim com flores silvestres; e as árvores, livres do ritual da poda, poderiam finalmente fazer-se adultas.
(...)>>

Paulo Araújo . "Dias com árvores"

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Coisas complicadas


 Ophrys apifera
(<< >>)

Caminhos (3)

As a single footstep will not make a path on the earth, so a single thought will not make a pathway in the mind. To make a deep physical path, we walk again and again. To make a deep mental path, we must think over and over the kind of thoughts we wish to dominate our lives.
Henry David Thoreau

Domingo, 5 de Maio de 2013

Caminhos (2)



In every walk with nature one receives far more than he seeks.
John Muir

Caminhos (1)


Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar
caminha para o mar pelo verão.
Ruy Belo

Sábado, 4 de Maio de 2013

Ano de muita chuva e muito junco



Juncus valvatus

Se a identificação estiver correcta este é mais um endemismo lusitano com direito a protecção legal. Nunca vi tantos como este ano.

Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

Só isto...


Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Lisboa hoje como há 150 anos?



Lisboa Abril de 2013 (daqui)

Diz-me, alma minha, pobre alma congelada, o que pensarias tu de morar em lisboa? Lá deve fazer calor, e lá te reanimarias como um lagarto. Essa cidade fica à beira d'água; diz-se que é construída em mármore, e que as pessoas de lá têm um tal ódio à vegetação, que arrancam todas as árvores. Eis uma paisagem ao teu gosto; uma paisagem feita de luz e mineral, e líquido para reflectir!
A minha alma não responde.
Charles Baudelaire . "N'importe où, hors du monde" 1864



Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

Alive and Kicking


Who is gonna come and turn the tide?
What's it gonna take to make a dream survive?
Who's got the touch to calm the storm inside?
Who's gonna save you?
Alive and Kicking
*

Sábado, 27 de Abril de 2013

Um assunto pessoal de interesse público



Conheço-a muito bem. Na Primavera, só quando a maior parte das árvores já nos apresentou as novas folhas é que ela se digna a acordar, primeiro, como quem se espreguiça depois de um longo sono, floresce timidamente, depois à medida que o tempo vai aquecendo enche-se de folhas e generosamente dá-nos uma das sombras mais bonitas de que alguma árvore é capaz. Cumpre sempre o Outono com devoção, nessa altura as folhas ganham novos tons e enfeita-se de grandes bolas verdes onde estão cuidadosamente protegidas as suas nozes (a quem ninguém, sem ser ela, dá valor porque são intragáveis) e, mais uma vez, desafia as regras estabelecidas largando as últimas folhas muito mais tarde do que as árvores bem comportadas. No Inverno, despida, não perde a dignidade, e resiste estoicamente a ventos e tempestades (este ano durante a grande tempestade de Janeiro não se partiu nem um ramo). É a Nogueira-negra da minha janela (Juglans nigrae custa-me imaginar a vida sem ela. 

Há dois dias surgiram as primeiras flores em elegantes amentilhos, timidamente surgiram também algumas novas folhas ainda muito pequeninas, reparei nelas e fiquei contente pela promessa de cor e sombra que representam. Hoje de manhã reparei que lhe estavam a afixar uma placa e a delimitar o estacionamento na zona, pensei que preparavam uma poda camarária e fiquei logo preocupada - mau timing, podar árvores em plena floração e quando as folhas se preparam para nascer - abordei os funcionários da CML que estavam no local e pedi informações a resposta foi curta e dura, "isto está tudo podre e vai ser abatido porque é um perigo".  "Isto" são as árvores da minha rua e entre elas está a Nogueira-negra da minha janela condenada a morrer na próxima segunda-feira ente as oito da manhã e as quatro da tarde em plena floração e antes de crescerem as novas folhas.

Não tenho conhecimento de nenhum relatório fitosanitário, não fui (os meus vizinhos também não) avisada de nenhum tipo de intervenção no arvoredo da rua e tenho a certeza de que esta árvore não é mais nem menos perigosa do que todas as outras. Apesar de este ser um assunto pessoal, o que se anda a passar com as árvores de Lisboa é do interesse de todos e se não se faz alguma coisa daqui a pouco tempo em Lisboa as árvores são todas iguais, pequenas, assépticas e descartáveis. Se é isso que querem, tudo bem, mudo-me eu.

Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Um dia com a Lua e tudo


Nature is painting for us, day after day, pictures of infinite beauty if only we have the eyes to see them.
John Ruskin

Ou...>>>

Abater árvores para construir jardins é loucura


Fotografia daqui

Ainda não tive coragem para ir ver, mas diz quem viu que foi um massacre o que se passou (e ainda está a passar) na Ribeira das Naus. Muitas dezenas de árvores adultas e saudáveis estão a ser abatidas indiscriminadamente para, e agora espantem-se, construir um novo Jardim... A questão é simples:

"Será que um arquitecto não é capaz de planear um novo jardim aproveitando as árvores que existem e que demoraram décadas a crescer? Para que as novas árvores tenham o porte que é apresentado nos desenhos vai demorar uma geração inteira." (daqui)

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Buttercup

Ranunculus Asiaticus

Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

Da vida privada da Dombeia

  Dombeya burgessaie


Num jardim botânico é quase certo que todas as flores têm uma história para contar, mas como nós temos dificuldade em entender a sua linguagem, essas histórias são na maior parte das vezes segredos da vida privada das plantas que nós quase nunca alcançamos. 

A Dombeya burgessaie do Botânico da Universidade de Lisboa poderia, se fizesse um esforço, contar-nos todos os pormenores de como é que no sec. XIX, com a ajuda de um horticultor iluminado de nome Henri Cayeaux e de outra planta africana de nome Dombeya wallichii, contribuiu para a criação da nossa muito extraordinária Dombeya x cayeuxi... Mas limita-se a ser linda, a florir, apanhar banhos de sol, e pouco mais.

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Nova colecção (2)

Fagus sylvatica 


No Botânico, claro!

 Strobilanthes kunthiana
Sinto-me verdadeiramente privilegiada sempre que visito o Jardim e hoje em particular. Esta planta, linda de morrer, floresce uma única vez na vida e isto só acontece quando completa 12 anos de idade (coisa de Plietesials, como explica aqui o Filipe). Pois não é que eu, sem fazer a mínima ideia de que assim era, cruzei-me hoje, muito provavelmente, com o único exemplar da espécie que existe e está a florir em Portugal.